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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Resumo do dia - senador Lindbergh Farias

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Lindbergh Farias

RESUMO DO DIA
O presidente do Senado ignorou a decisão do presidente interino da Câmara e manteve o rito, com votação do relatório em plenário na próxima quarta, dia 11. A decisão de Renan é um erro: aumenta a instabilidade jurídica de um processo com vício de origem, e atropela uma decisão que corrige mais uma armação de Eduardo Cunha, que recebeu a petição da AGU e "sentou em cima".
Cabe ressaltar que a decisão de Maranhão tem amparo na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, presidida por um jurista brasileiro, e que a Câmara deve avaliar as ilegalidades que foram cometidas no processo.
A medida foi defendida com veemência em mais uma brilhante coletiva do AGU José Eduardo Cardozo, que rebateu com precisão os argumentos contrários e não deixou uma única pergunta sem resposta. Para Cardozo, a presidenta Dilma não pode ser penalizada pela demora da Câmara em analisar sua defesa.
A novidade foi a manobra explícita do PSDB para protelar o julgamento do senador Delcídio, cujo processo de cassação está em andamento. Os tucanos tentavam fazer um acordão que o livrasse e, em troca, garantisse que as denúncias contra Aécio Neves fossem relativizadas.
No entanto, Renan não aceitou a manobra e disse que adiaria a votação do relatório do golpe no plenário enquanto o processo contra Delcídio não fosse concluído. Ao fim e ao cabo, acelerou-se a cassação de Delcídio para amanhã, em regime de urgência, para a garantia do calendário.
Para nós, o motivo é explícito: o golpe perde legitimidade dia após dia. Tentaram - e não conseguiram - apagar as digitais de Cunha; o possível ministério de Temer parece saído de um filme de terror; e o programa do golpe não goza do mínimo apoio popular. Nós vamos continuar resistindo - no senado e nas ruas!

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