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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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domingo, 15 de maio de 2016

NADA DE NOVO NO FRONT

Vamos falar sobre a aceitação internacional do que está acontecendo no Brasil:
1) Desnecessário dizer que a repercussão internacional do impeachment foi péssima. Nem a imprensa internacional mais conservadora comprou o discurso local. Somos um estado falido pro Deutsche Welle e pra imprensa alemã em geral. New York Times fez críticas contundentes. Guardian e outros órgãos criticaram a ausência de mulheres e negros no ministério. E até mídias mais conservadoras ou de caráter liberal como WSJ e Economist criticaram com ênfase o processo e a composição do novo governo.
Nem os mercados, que todos julgavam que ia reagir com euforia, se animou, o dólar subiu e a Bovespa caiu quinta e sexta feira.
2) Em dois dias, exatamente ZERO líderes de estado ligaram parabenizando Michel Temer. Obama foi questionado e disse "não ter planos" disso
3) Nosso chanceler é José Serra. Ele deu duas declarações. Uma nota de repúdio a países latino americanos e outra à presidência da UNASUL.
4) Por conta das declarações de Serra, Maduro mandou o embaixador venezuelano voltar pro país. Outros países latino-americanos cogitam fazer o mesmo.
5) O governo brasileiro não mandou NENHUMA mensagem tranquilizadora à comunidade internacional, seja através do presidente ou do chanceler.
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Gostaria de lembrar que todo esse cenário está acontecendo em um contexto muito específico: estamos a 3 meses de sediar uma Olimpíada aqui.
E, nesse cenário, um governo amplamente aceito (e popular) na comunidade internacional caiu, dizendo pro mundo todo que está sofrendo um golpe (inclusive em órgãos de imprensa como a CNN). No seu lugar entra um governante que não faz menção à comunidade internacional no discurso inaugural e um chanceler refratário à negociação.
Vai ser difícil convencer o mundo de que esse governo é legítimo.
Um adendo: Serra disse que vai lançar as bases da "nova política externa" semana que vem. Sem consultar ninguém e nem conversar no exterior. Não sabemos o teor, mas será uma política externa autocrática, como toda política de Serra. Isso numa burocracia centenária como o Itamaraty. Não parece ser prudente.
Aguardemos os próximos passos, mas os sinais desse início de governo oscilam entre o melancólico e o catastrófico.

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