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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Importante site americano defende boicote às Olimpíadas contra o golpe no Brasil

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BOICOTE A OLIMPÍADA DO RIO PARA DEFENDER A DEMOCRACIA BRASILEIRA
Terríveis eventos antidemocráticos se desdobram no Brasil com o golpe constitucional contra a Presidente Dilma Rousseff, organizado através de um impeachment fabricado.
O golpe do impeachment representa uma tentativa aberta, de elementos neoliberais corruptos, para tomar o poder no Brasil. Não se engane: isso é uma ameaça à democracia e ao progresso social no Brasil, América Latina, e até mesmo a comunidade global como um todo.
Se vozes Brasileiras aquiescerem, o mundo deve responder boicotando as Olimpíadas do Rio programadas para agosto.
O que está por trás: a apropriação e a perversão da guerra contra a corrupção no Brasil
O golpe constitucional contra Rousseff representa uma apropriação e perversão da guerra do Brasil contra a corrupção política. Como se sabe, o Brasil tem sido abalado por revelações de corrupção em massa na sua companhia de petróleo nacional, a Petrobras, mas se estendendo muito além.
A corrupção política é endêmica no Brasil e uma maldição que paira sobre o país. Como conseqüência, governar sem recorrer à corrupção é quase impossível, já que subornos e propinas tem sido, historicamente, a única maneira de passar legislações no fraturado congresso brasileiro.
Para a sua vergonha, alguns membros do Partido dos Trabalhadores, governado previamente pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva, sucumbiu à essa maldição. Entretanto, o involvimento do PT é apenas uma pequena fração do escândalo, que infecta todos os partidos da oposição de direita, ligados ao mercado, muito mais extensivamente.
Os partidos de oposição viram no escândalo tanto ameaça quanto oportunidade. A ameaça era a exposição da sua própria corrupção generalizada. A oportunidade era a possibilidade de usar a recessão econômica e a mácula sobre o PT para derrubar Rousseff, e assim se apropriar do governo, bloqueando suas próprias acusações de corrupção e suspendendo o progresso social e diminuição da desigualdade de renda que o PT tinha conquistado.
Evidência zero de corrupção de Rousseff
Mas por mais que tentassem, a oposição não encontrou evidência alguma de corrupção por parte de Rousseff; algo que pode ser único na história da presidência do Brasil. Um cínico poderia até dizer que essa é a raiz da falha política da Rousseff, já que foi a sua honestidade que provavelmente voltou o sistema contra ela.
Sem a menor evidência de corrupção, a oposição então passou a buscar o impeachment de Rousseff com base em violações de leis orçamentarias técnicas durante o seu mandato anterior (2011-2014), quando ela usou financiamentos temporários do banco nacional de desenvolvimento. Essa prática, conhecida como ‘pedaladas’ foi usada anteriormente pelos governos, includindo o do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Elas jamais foram aprovadas, mas mesmo assim, Cardoso e seu partido agora apoiam o impeachment.
A prática das pedaladas fiscais foi declarada ilegal pelo Tribunal Federal de Contas em abril de 2015 e, imediatamente, a gestão Rousseff começou a pagar as dívidas da pedalada.
Mas em vez de ver esse julgamento como um esclarecimento definitivo da prática orçamentária permitida, a oposição de direta ligada ao mercado que controla o congresso brasileiro manobrou para cassar a Rousseff pelas suas violações técnicas do orçamento.
Como evidenciado pelo seu próprio passado de roubalheira e práticas fiscais, o impeachment não tem por finalidade prevenir a má gestão fiscal. Pelo contrário, o objetivo é explorar a decisão para chegar ao poder, o que eles não conseguiram nas urnas.
Golpe dos corruptos e perversos
O aspecto mais flagrante do processo é que o impeachment foi liderado por homens já réus por corrupção or enfrentando condenação iminente, junto com autoritários perversos e neoliberais retrógrados.
O deputado Eduardo Cunha, o presidente do congresso, acaba de ser removido por aceitar $40 milhões em suborno.
O senador Renan Calheiros, presidente do senado, tem um histórico de ser disciplinado por violações éticas e atualmente está sob investigação por recebimento de inúmeros pagamentos de propina.
O deputado Jair Bolsonaro, árduo defensor do impeachment, dedicou seu voto à ditadura miliar e ao coronel que torturou Roussef nos anos 70 quando ela lutava contra a ditadura.
O presidente interino, Michel Temer, já foi punido por violações de campanha que o tornaram inelegível para concorrer a cargos públicos. Ele também está sob investigação no escândalo da Petrobrás.
Temer, que não é membro do PT, nomeou um gabinete brutalmente neoliberal. Isso significa que o Brasil, que elegeu Rousseff do Partido dos Trabalhadores em 2014, agora tem um governo neoliberal.
O Ministro da Agricultura é Blairo Maggi, um bilionário do agronegócio conhecido como “O Rei da Soja”, é dito ser a pessoa no mundo que mais destruiu florestas.
O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi defensor aberto da repressão policial no estado de São Paulo, e foi nomeado para o Ministério dos Direitos Humanos [nota: e foi advogado do PCC em mais de cem processos e é Ministro da Justiça].
O Ministro da Segurança Nacional (que inclui a 'CIA Brasileira') é o General Sergio Etchegoyen, cujo o pai foi identificado pela Comissão Brasileira da Verdade como responsável por assassinar e torturar durante a ditadura. Etchegoven rejeitou tais acusações como ‘frívolas’.
Por ultimo, o Ministro das Finanças é Henrique Meirelles, antigo CEO do Banco de Boston e um defensor de políticas financeiras neoliberais extremas.
Esse elenco hediondo demonstra com uma clareza cristalina o que está acontecendo no Brasil.
Boicote as Olimpíadas
O golpe do impeachment representa uma séria ameaça para a democracia e para o progresso social no Brasil e na América Latina. A sociedade civil democrática no Brasil precisa urgentemente da ajuda do mundo. Se opositores do golpe convocarem um boicote aos Jogos Olímpicos do Rio, a comunidade global de democrácias deve assinar embaixo e subscrevê-lo de imediato.
Um boicote olímpico poderia ser uma ação bela e poderosa. Pode destacar brilhantemente a culpabilidade e a corrupção dos conspiradores do golpe, ao mesmo tempo enviando uma mensagem global em apoio à democracia.
Todo mundo sabe que os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo são eventos tão desportivos quanto políticos. Governos usam estes eventos para ganhar legitimidade, o que significa que os Jogos Olímpicos do Rio agora arriscam conferir uma aprovação implícita ao golpe contra Rousseff.
A História nos proporciona evidências das falhas passadas para ajudar [a democracia], e essas falhas ilustram a necessidade de ação no presente. O maior fracasso foram os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, que deram aprovação implícita à Alemanha nazista de Adolf Hitler. Em 1978, a comunidade global falhou, participando da Copa do Mundo da Argentina, num momento em que os ditadores da Argentina torturaram e mataram brutalmente milhares de argentinos.
IMPEÇA O RETORNO DA POLÍTICA ANTIDEMOCRÁTICA NA AMÉRICA LATINA
As apostas são altas. O Brasil está sendo observado de perto pelas forças reacionárias antidemocráticas em toda a América Latina. A comunidade global deve agir vigorosamente para estancar o golpe institucional em curso no Brasil.
Se não fizermos isso estaremos condenando a democracia brasileira e enviando um sinal para toda a região, legitimando políticas antidemocrática de direita. Estes riscos revivem o ciclo trágico da violência política que tanto feriram a América Latina no passado recente. Boicotar os Jogos Olímpicos do Rio podem ajudar a evitar este resultado.
*por Thomas I. Palley, economista em Washington, escreve sobre a globalização. Ele fundou a Economics for Democratic & Open Societies e foi economista-chefe do Comitê de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China.

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