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sexta-feira, 6 de maio de 2016

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

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Aposta tétrica

Quem está mais perto da Presidência do seu país, Trump ou Cunha? Para Hillary vencer, basta derrotar Trump no voto e esperar que a Corte Suprema não se meta


Quem ainda não se recuperou da votação na Câmara pró-impeachment da Dilma (“Pela minha esposa Jandira, pelos meus filhos Denise e Oscar, pelo Brasil e pela nossa cachorrinha Jujuba...”) pode se consolar com o que está acontecendo nos Estados Unidos, onde uma piada pode muito bem ser o próximo presidente da República. 

A Câmara dos Deputados americana não é muito menos folclórica do que a brasileira, e lá também o processo eleitoral tem seus desvios, como o da Corte Suprema interferindo na contagem dos votos e literalmente doando ao Bush o seu primeiro mandato.


As longas campanhas eleitorais americanas, com as “primárias” estaduais etc., deveriam, teoricamente, funcionar como uma espécie de filtro contra malucos. Alguns candidatos inconvenientes ou incapazes passaram pelo filtro e chegaram à Presidência — Bush foi um deles —, mas em geral o sistema funciona. No caso do Trump, não funcionou. A piada não era para chegar tão longe. Trump já tem assegurada a candidatura do Partido Republicano, para horror de muitos republicanos, e há sérias dúvidas de que Hillary Clinton saberá enfrentá-lo, frente a frente, nos debates pós-convenções. Hillary é a favorita, pela lógica, mas até agora a lógica não deteve Trump.


Aposta tétrica: quem está mais perto da Presidência do seu país, Donald Trump ou Eduardo Cunha? Para Hillary vencer, basta derrotar Trump no voto e esperar que a Corte Suprema não se meta. Para Eduardo Cunha botar a República no bolso, depende de condições que vão do improvável ao Deus nos acuda. Temer precisa estar impedido, legalmente ou de outro jeito, e Cunha precisa ainda estar na presidência da Câmara e na linha de sucessão. Conhecendo-se a habilidade de Cunha de continuar onde está com todos à sua volta pedindo sua queda, esta parece a condição mais fácil de acontecer.


Enquanto isso, no Senado, onde julgam a Dilma, continua o seminário sobre como ser eleito sem precisar de votos. No julgamento, todos os membros do júri já tinham seu veredito pronto antes de começar. O que certamente apressou a pantomima.

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