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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

TIRO NAS COSTAS NÃO É CONFRONTO.

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O GOVERNADOR DO PARANÁ NÃO RESPEITA NEM PROFESSOR!
BATE EM PROFESSOR!!!!!
ALGUÉM TEM DUVIDA DE SUA POSTURA EM RELAÇÃO AOS SEM TERRA??
PARA ELE? ELES SÃO NADA!
E PARA OS "JORNALÕES" FOI CONFRONTO.

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Sem Terra foram mortos com tiros nas costas

Ao contrário do que disse a PM, não houve confronto ou emboscada por parte dos moradores do Acampamento Dom Tomás Balduíno

O relato das vítimas na nota do MST da manhã de hoje: 
“Não houve confronto algum segundo o relato das vítimas do ataque. A emboscada ocorreu enquanto aproximadamente 25 trabalhadores Sem Terra circulavam de caminhonete e motocicleta, a 6 km do acampamento, dentro do perímetro da área decretada pública pela justiça, quando foram surpreendidos pelos policias e seguranças entrincheirados. Estes alvejaram o veiculo onde se encontravam os Sem Terra, que para se proteger, correram mato adentro em direção ao acampamento, na tentativa de fugir dos disparos que não cessaram. Em relato a PM admite que os dois corpos foram recolhidos de dentro da mata. Todas as vítimas foram baleadas pelas costas o que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com a PM e seguranças.”
O LOCAL DA CHACINA FOI ISOLADO PELA PM POR MAIS DE DUAS HORAS, IMPEDINDO O SOCORRO ÀS VÍTIMAS E O ACESSO DE QUALQUER PESSOA, MESMO ADVOGADOS. OS MORTOS FORAM REMOVIDOS DA CENA DO CRIME, ASSIM COMO OS OBJETOS, SEM A PRESENÇA DO IML OU DA POLÍCIA TÉCNICA. FAMILIARES, ADVOGADOS E JORNALISTAS QUE SE APROXIMARAM DO LOCAL FORAM AMEAÇADOS GRAVEMENTE.

O governo do Paraná, conhecido internacionalmente pelo massacre perpetrado pelo governador Beto Richa contra os professores do Estado, em abril de 2015, divulgou uma versão segundo a qual a PM e os seguranças e capangas da Araupel teriam sido emboscados pelos sem terra quando iam apagar um incêndio na mata. A versão tem três problemas graves:Relata o MST do Paraná em sua nota: “A Policia Militar criou um clima de terror na cidade de Quedas do Iguaçu, tomando as ruas, cercando a delegacia e os hospitais de Quedas do Iguaçu e Cascavel para onde foram levados os feridos, impedindo qualquer contato das vitimas com familiares, advogados e imprensa.”
O ataque aos sem terra aconteceu pouco depois de o deputado Valdir Rossoni (PSDB) assumir a chefia da Casa Civil do Paraná. Em 01 de abril, ele, mais o secretario de Segurança Publica do Paraná, Wagner Mesquita, e representantes das cúpulas da policia do Paraná estiveram em Quedas do Iguaçu numa reunião que já preparava a ofensiva contra o Acampamento Dom Tomás Balduíno. Segundo informa reportagem da Ninja (veja aqui), Rossoni não coincidentemente recebeu R$ 50 mil da madeireira grileira Araupel em sua campanha eleitoral.
  1. Porque uma tropa de elite da PM (a Rotam) estaria participando de combate a incêndio?
  2. Se a tropa da PM foi emboscada, é verossímil que apenas os sem terra tenham sido feridos e mortos?
  3. Como os sem terra que teriam realizado a emboscada teriam sido atingidos em tiros pelas costas?
Na manhã desta sexta, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, mandou ofício a Beto Richa na manhã desta sexta exigindo providências e lembrando que o Brasil já foi condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos por assassinato de sem terra no Paraná.
Amanhã, sábado, haverá um ato em Quedas do Iguaçu com a presença de sem terra do Paraná e de todo o país, de advogados e representantes de movimentos dos direitos humanos. O clima é de enorme tensão no Paraná.

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