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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

É o CÚ-MU-LO.

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Juro, essas notícias são surreais...num mundo perfeito...um Renan Calheiros iria ficar com tanto ódio, que faria de tudo para impedir o Golpe de Estado.
Num mundo perfeito.
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Renan critica Cunha por interferência no impeachment de Dilma no Senado



  • O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ; à esq.), ao lado de Renan Calheiros (PMDB-AL)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou abertamente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta quarta-feira (20), pelo que classificou como "interferência" no ritmo do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado. "Quanto mais o presidente da Câmara tentar interferir no rito do andamento do processo no Senado, sinceramente, ele só vai atrapalhar", afirmou.
A crítica de Renan foi uma resposta às declarações de Cunha no início da semana. Logo após a aprovação do impeachment na Câmara, o presidente da Câmara afirmou que a Casa não votaria nada enquanto o Senado não votar o afastamento da presidente Dilma. "Não acredito que nenhuma matéria relevante na Câmara será apreciada sem que o processo seja definido no Senado [...] De minha parte, a pauta está lá e cumprirei, mas não acredito que prospere nada de relevante antes o Senado apreciar [o impeachment]", afirmou Cunha na última segunda-feira (18).
Em resposta a Cunha, Renan disse que a paralisia anunciada na Câmara não "ajuda o Brasil". "O Senado, enquanto o processo [de impeachment] tramitou na Câmara, votou matérias importantes. A paralisação da Câmara não ajuda o Brasil. Esse locaute [paralisia] não ajuda o Brasil. Ele só atrapalha ainda mais a situação que já é muito ruim."
O embate entre Renan e Cunha em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma vem se arrastando desde que o presidente da Câmara acolheu o pedido contra a petista, no final do ano passado. Enquanto Cunha tomou medidas para acelerar o andamento do processos, Renan deu diversas declarações afirmando que não iria manter o mesmo ritmo imposto pelo colega.
Na última terça-feira (19), por exemplo, Renan não cedeu às pressões da oposição que queriam que a comissão especial do impeachment fosse instalada já nesta semana, o que, na prática, aceleraria o andamento do processo contra Dilma. Após conversas com setores da oposição e parlamentares governistas, ficou acertado que a comissão deverá ser instalada na próxima segunda-feira (25). 

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