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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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quinta-feira, 21 de abril de 2016

BAH Como eu tenho nojo de traíra.

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De todos, o Gabeira é o que mais me choca. Tenho a nítida sensação de que foi abduzido e devolveram outra pessoa.

E se Gabeira estivesse na votação do impeachment?
Por Carlos Souza

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Em 1979, eu engenheiro novinho, trabalhando em Aracaju, participei do Seminário de Arte e Cultura, considerado um dos primeiros eventos culturais no país, sem sensura, após a redemocratização.
Foi demais ver ao vivo e bem pertinho, o Ziraldo, o Henfil, o Doc Comparato, o Gilberto Gil, como palestrante não cantor, e a grande estrela do evento, Fernando Gabeira.
Gabeira tinha recém lançado “O que é isso companheiro?” que quase imediatamente tornou-se o livro mais vendido do Brasil. E em primeiro lugar esse livro ficaria por mais de um ano.
A comparação daquele Gabeira, com o Gabeira que escreve no Globo atualmente e chama a esquerda brasileira de “bolivariana”, é impossível. Quem é esse Gabeira? Como admitir que um torturado pela ditadura esteja hoje ao lado de Bolsonaro e Cunha? Eu poderia, para ficar nos torturados, falar um pouquinho da Miriam Leitão, mas ela não é de Juiz de Fora e dela, não por isso, eu tenho muita pena.
Prefiro fuçar a memória juizforana um pouco mais, e me ver conversando com Paulinho Delgado em 1977 na Rua Halfeld, pertinho do curso pré-vestibular onde ambos éramos professores. Ele, com sua inteligência e idéias progressistas, e de esquerda, ralou na política, se aproveitou da onda da juventude a favor do PT e da eterna injustiça contra os professores, para se eleger deputado federal e depois se reeleger várias vezes pelo PT. Hoje seria difícil encontrar em Juiz de Fora um único professor que tenha se sentido representado por Paulo Delgado. Esse mesmo Paulo Delgado que hoje se autodefine como “Crítico do PT e do jeito improvisado de atuar do ex-presidente Lula”.
O que será que acontece com essas pessoas inteligentes, bem intencionadas e honestas, quando entram na política? De repente nada que defenderam ou acreditaram na juventude sem mandato tem a menor importância. Fazem todos os acordos e agem de acordo. E se por acaso não conseguem se re-eleger, pois às vezes os eleitores enxergam a traição, tornam-se consultores, colunistas e defensores daqueles que os oprimiram, que os torturaram, Ficam ao lado dos que foram e continuam sendo opressores do povo que, originalmente, eles juraram defender.
Por isso congratulo a Paulinho e Gabeira. Que sorte vocês tiveram de não conseguirem mais se eleger para a câmara federal. Se lá estivessem teriam votado com Bolsonaro e Cunha. Como são sofisticados, provavelmente não dariam um voto vexatório em nome da família, esposa, ou netos. Com certeza tentariam falar algo que soasse pretensamente inteligente, como o fez o deputado Mario Heringer, outro culturalmente juizforano, médico pela UFJF, e também traidor de seus ideais. Mas o que falassem antes do voto pouca importância teria diante da certeza que a política os tornou gananciosos, traidores, covardes e defensores do golpe.
A mesma sorte não tem a Marta Suplicy. Está senadora, e quando chamada a votar, não decepcionará ao Cunha, ao Bolsonaro, ao Temer e aos golpistas em geral. Ela, que sempre posou de moderninha e a favor da emancipação feminina, vai votar a favor do golpe, para tirar o mandato da primeira mulher eleita presidente no Brasil. Pelo menos a senadora não tem nada a ver com Juiz de Fora. Com Paulinho, Gabeira e Heringer só tem em comum a tardia vocação da traição.

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