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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Aderbal Aderbal Aderbal O resto é Silêncio

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PARA LER EM VOZ ALTA (vestindo uma camiseta da seleção brasileira):

Manifesto pelo fim das utopias.

Por meu encontro com Deus nos paraísos fiscais.
Pelo único Deus em quem we trust.
Pelo Grão-Mestre e Hierofonte da Ordem Maçônica de Mênfis.
Pelo fim das utopias.
Pelo querido pessoal lá de casa, minha mulher que me enche o saco,
meu filho que nem fala comigo e minha sogra que o diabo a carregue.
Pelo meu marido prefeito de Montes Claros e Interesses Escuros,
digo escusos.
Por meus filhos, netos, primos, sobrinhos, etc, todos eles
cunhados para sempre.
Por minha cunhada propriamente dita que é funcionária fantasma
do gabinete do senador Fulano de Tal.
Por meu genro que é funcionário fantasma
do gabinete do senador de cabelo pintado.
Por todas as boas tinturas para cabelo.
Pelo fim das utopias.
Pelo Olavinho, Reinaldinho e Rodriguinho.
Pela volta do Comando de Caça aos Comunistas.
Pela cegonha que trouxe meus filhos e que a educação sexual
nas escolas quer trocar por um pinto.
Por todos os que nos apoiam e pedem nos seus facebooks
a morte dos nossos adversários.
Pelo fim das utopias.
Pelos meus 450 quilos de pasta base.
Pela antiga base aliada que é uma pasta que não se cheira mas fede.
Pelo meu helicóptero.
Pela moral e bons costumes, dos outros.
Pelo desvio de merenda escolar para combater a obesidade infantil.
Por mim que estou pela bola sete.
Pelo fim das utopias.

Pelo professor de tênis da minha mulher.
Por minha turma de amigos dos Panama Papers.
Pelos que vivem da caridade alheia,
usufrutuários em vida de ativos geridos por trustes.
Pelos bancos suíços.
Pelo fim das utopias.
Pela repetição de mentiras até que elas pareçam verdades
mesmo contra todas as evidências.
Pelo fim das universidades públicas, das escolas técnicas
e dos sonhos do Betinho.
Pelo silêncio dos artistas.
Pelo fim das utopias.

Pelo Coronel Brilhante Ustra que, entre outras barbaridades,
levou duas crianças, uma de quatro, outra de cinco anos
para verem a mãe nua, amarrada, tomando choques no corpo todo.
Pelo fim das utopias.
Pelo fim das utopias.
Pelo fim das utopias.

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