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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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sexta-feira, 11 de março de 2016

Anta de antagonista?

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Wilson Gomes
Pelo que entendi, Diogo Mainardi podia escrever um livro chamado "Lula é a minha anta" quando este ainda era presidente, mas, enquanto houver liberdade de expressão, zombar de Chefes de Estado, não leva ninguém à forca ou à prisão. Mais recentemente, os paulistanos inauguraram a moda de gritar, em eventos com presença da presidente da República, ofensas de sentido sexual. Tem sido feio, bruto e indigno, mas não me consta que alguém tenha sido preso ou chicoteado por causa disso. Agora, o Ministério Público não. Ele não pode ser ridicularizado ou xingado, dele, de nenhum dos seus representantes e de nenhum dos atos dos seus membros se debocha. Sério? O MP, e não o Chefe de Estado e de Governo, é o novo rei absolutista cuja aura deve ser referenciada? 
O liberalismo e a democracia avançaram tanto para conter o poder do rei só para entregá-lo, de bandeja, a qualquer procurador ou juiz? Puxa. Se, no Absolutismo, se dizia que havia juízes (e o estado de direito) a nos proteger do arbítrio do rei. E quem vai nos proteger do arbítrio dos Procuradores e Juízes? 
A pergunta é retórica, eu sei. Mas parece que há umas Excelências que estão passando os limites só para ver se, em tempos confusos, alguém nota que estão exorbitando ou se podem aproveitar a onda para se lambuzar cada vez mais com um poder sem freios. O MP de São Paulo precisa ser lembrado que não é Luís XIV. Com urgência.

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