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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Plim Plim

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Um exemplo de imprensa na Rede Globo...aconteceu no final de 2015.

Há quase 20 anos na Globonews, o jornalista Sidney Rezende foi demitido da emissora justamente no dia seguinte em que publicou um artigo em seu site que condenou o golpismo de parte de nossa imprensa. Quando a crítica foi para dentro de casa, a sinceridade e competência de Sidney deixou de interessar aos seus patrões. Perde a imprensa.
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Um bom blog para acompanhar diariamente, aqui está  o LINK
Jornalista sério, abasteçam suas mentes em locais que valham a pena, não em facebooks de aloprados...
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Aqui está o provável texto que causou sua demissão:

12/11/2015 09h54

Chega de notícias ruinsSidney Rezende

Em todos os lugares que compareço para realizar minhas palestras, eu sou questionado: "Por que vocês da imprensa só dão 'notícia ruim'?"
O questionamento por si só, tantas vezes repetido, e em lugares tão diferentes no território nacional, já deveria ser motivo de profunda reflexão por nossa categoria. Não serve a resposta padrão de que "é o que temos para hoje". Não é verdade. Há cinismo no jornalismo, também. Embora achemos que isto só exista na profissão dos outros.
Os médicos se acham deuses. Nós temos certeza!
Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo.
O "ministro" Delfim Netto, um dos mais bem humorados frasistas do Brasil, disse há poucas semanas que todos estamos tão focados em sermos "líquidos" que acabaremos "morrendo afogados". Ele está certo.
Outro dia, Delfim estava com o braço na tipoia e eu perguntei: "o que houve?". Ele respondeu: "está cada vez mais difícil defender o governo".
Uma trupe de jornalistas parece tão certa de que o impedimento da presidente Dilma Rousseff é o único caminho possível para a redenção nacional que se esquece do nosso dever principal, que é noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior. Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também.
O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever.
Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e "soluções" que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.
Reconheço a importância dos comentaristas. Tudo bem que escrevam e digam o que pensam. Mas nem por isso devem cultivar a "má vontade" e o "ódio" como princípio do seu trabalho. Tem um grupo grande que, para ser aceito, simplesmente se inscreve na "igrejinha", ganha carteirinha da banda de música e passa a rezar na mesma cartilha. Todos iguaizinhos.
Certa vez, um homem público disse sobre a imprensa: "será que não tem uma noticiazinha de nada que seja boa? Será que ninguém neste país fez nada de bom hoje?". Se depender da imprensa brasileira, está muito difícil achar algo positivo. A má vontade reina na pátria.
É hora de mudar. O povo já percebeu que esta "nossa vibe" é só nossa e das forças que ganham dinheiro e querem mais poder no Brasil. Não temos compromisso com o governo anterior, com este e nem com o próximo. Temos responsabilidade diante da nação.
Nós devemos defender princípios permanentes e não transitórios.
Para não perder viagem: por que a gente não dá também notícias boas?


Grande Sidney.
:o)

Aqui mais um bom texto:

23/01/2015 16h03

Chega de notícia ruimSidney Rezende

Os jornalistas - eu, inclusive! - estamos com dificuldades para entender a mensagem que a sociedade está há tempos nos enviando. É mais do que clara a sinalização de que o cidadão está sufocado com a exagerada divulgação de tantas notícias negativas. É como se só víssemos o lado ruim das coisas.

O que estão nos dizendo? O recado é que os meios de comunicação de massa estão se especializando em venenos quando poderiam oferecer perfumes, também. Não se quer inutilidades e baboseiras. Embora estejamos contaminando nosso olfato. E acostumando nossos olhos a só percebermos a perversidade. A delicadeza está nos tornando algo estranho.

A mais corriqueira e apressada das interpretações é aquela clássica: "tragédia é que vende jornal". Outra, também comum, é dizer que se publicar notícias boas ninguém vai se interessar. A minha impressão é, que se formos por aí, estamos embarcando numa tremenda furada. Porque estamos utilizando raciocínios velhos para problemas não tão novos.

O que precisamos é mudar o tratamento que estamos dando à notícia. Um incêndio de pequenas proporções é um incêndio de pequenas proporções. Por que transmitirmos 2 horas um infortúnio se 2 minutos seriam suficientes?

Uma cidade de 12 milhões de habitantes produz brigas de casal, desentendimentos que deságuam em agressão e até assaltos. Nem tudo é notícia. Simplesmente não merece a superestrutura de comunicação para um sujeito que teve a carteira furtada. Se alguém foi assaltado e recebeu um tiro na principal e calma avenida do seu bairro, sim, é notícia. Hoje, qualquer coisa está sendo confundida com notícia. Nem tudo é.

Crianças estão morrendo vítimas de "balas perdidas". Como "balas perdidas"? Não existem balas perdidas. O que está por aí é criminoso não identificado. O problema é a ineficácia da polícia em localizar os autores e a falta de diálogo com as comunidades para que elas sejam parceiras na localização do responsável. Tem é muito veículo compondo com os governos para não irmos a fundo e desnudar o que esta encoberto pelo poder da grana.

Se tem um Tribunal de Contas em cada estado para fiscalizar os gastos do Executivo, indagar quem fiscaliza o Tribunal de Contas não seria nada demais. Se são as assembleias legislativas que fiscalizam os TCEs, como seria isso possível? Afinal, são as casas dos vereadores e deputados que cuidam das contas dos tribunais. Quer a verdade? Ninguém fiscaliza ninguém. A sociedade fica desorientada na hora de saber quanto ganha cada "excelência".

Você sabia que tem muito servidor lotado numa unidade e quando é requisitado por outra recebe dos dois "empregadores"? Sai do "meu, do seu, da sociedade". Ele mantém o salário que recebia e também leva pra casa o salário do "novo empregador".

Existem empresas privadas que funcionam sem cumprir as leis trabalhistas e que "propinam" o fiscal e permanecem abertas. Simples assim.

O jornalismo bom é aquele que traz a boa notícia de que vigaristas destes naipes se deram mal e o erário foi protegido. O povo adora reportagens bem feitas e que ajudam a sociedade. Estressá-la com notícias horríveis não nos tranquilizam, nos entristecem. Ferem nossas almas. Notícias a serviço da convicção que não temos condições de superar os problemas: o absurdo que jornalistas deveriam se rebelar.
Temos que trabalhar para a sociedade e não enlouquecê-la.

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