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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

VERGONHA: Infelizmente a canalhada venceu.

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RESULTADO: Por 33 votos a 31, o Senado votou ontem (23) à noite para manter o regime de urgência na tramitação do PL de autoria do senador José Serra que permite às petrolíferas estrangeiras explorar o pré-sal sem fazer parceria com a Petrobras.

Dezesseis senadores estavam ausentes, dentre eles os petistas Walter Pinheiro e Jorge Viana e Lídice da Mata, do PSB, que poderiam ter ajudado a reverter o resultado. Eram os três votos que faltaram. Marta Suplicy, agora no PMDB, votou com Renan, Serra e Aécio.
O governo Dilma assistiu ao desastre à distância.
Milhares de brasileiros, enquanto isso, debatiam no twitter o destino dos integrantes do BBB.
Uma coisa, como notamos, está umbilicalmente ligada à outra.
Só um país idiotizado aceita a entrega de seu patrimônio a preço de banana. É uma decisão que dilapida a soberania nacional ao tirar poder da Petrobras.
O argumento de Serra é de que a estatal brasileira não dispõe de fundos para tocar a exploração do petróleo no ritmo em que deveria fazê-lo.
Portanto, segundo o tucano, é preciso acabar com a exigência de que a Petrobras tenha participação de ao menos 30% na exploração de cada uma das áreas do pré-sal.
Em discurso recente no Senado, o senador Roberto Requião (PMDB-Paraná) elencou seis motivos para sua oposição ao projeto de Serra.
Primeiro: Este é o pior momento para se vender uma grande reserva de petróleo extraído a baixo custo.
Segundo: Sem o Pré-Sal a Petrobras entraria em falência
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Terceiro: A Petrobras é fundamental para a segurança estratégica do Brasil.
Quarto: O desemprego avança no país. A Petrobras e suas operações no pré-sal são de extrema importância para a retomada do desenvolvimento e para combater o desemprego.
Quinto: A Petrobras e o Brasil devem reservar-se o direito de propriedade, exploração e de conteúdo nacional sobre o pré-sal, porque foram conquistas exclusivamente brasileiras após décadas de pesado esforço tecnológico, político e humano.
Sexto: O projeto Serra, que já era inconveniente e anti-nacional, com os baixos preços do petróleo passou a ser lesivo, um crime contra a pátria.
Requião, no discurso, estranhou a pressa para aprovar o projeto de Serra num momento em que alguns países praticam dumping de petróleo, numa guerra geopolítica. Fez a seguinte comparação: é como vender a própria casa a preço baixo com a garantia de que nossa mãe será mantida no cargo de cozinheira.
O senador paranaense também observou que o projeto de Serra está sendo tocado às pressas, sem passar por comissões, enquanto lobistas frequentam os gabinetes em nome de multinacionais como a Shell e a British Petroleum.
Repete-se, aqui, de forma atenuada, o caso da mineradora Vale, vendida a preço de banana por FHC: o ritmo de exploração do minério de ferro passou a ser ditado exclusivamente pela conveniência dos compradores e do "mercado".
O PL patrocinado pelo tucano Serra – e apoiado por Renan Calheiros, do PMDB – é visto como o primeiro passo para a entrega completa do pré-sal.
Em seguida viriam a volta do regime de concessão, aquele em que a petrolífera paga um valor adiantado ao Tesouro e fica com 100% dos lucros do petróleo extraído. É um regime que beneficia extraordinariamente as empresas estrangeiras, já que o risco de não encontrar petróleo nos campos do pré-sal é zero!
O governo Dilma já está patrocinando o desmantelamento da Petrobras, com a venda parcial ou total de vários negócios da empresa.
Não há dúvida de que a privatização da Petrobras, que Fernando Henrique Cardoso não conseguiu conduzir em seu governo, está no horizonte.
O senador Roberto Requião, no twitter, observou: "Teria o Brasil perdido a maioria no plenário do Senado para as multinacionais do petróleo? Ainda espero que não".
Aqui o video:

Discurso em defesa de que a Petrobras seja a proprietária e operada única do pré-sal e posicionamento contrário ao PLS 131/2015.
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"Não é sugestivo destes tempos que o responsável pela funcionária-fantasma não tenha sido arguido pela mídia e lidere a entrega do pré-sal?".
É uma referência ao fato de que José Serra emprega em seu gabinete a irmã da ex-amante de FHC, Mirian Dutra – "Meg" Dutra Schmidt bate o ponto no Senado mas não trabalha; segundo Serra, está envolvida em um "projeto secreto".
Com o resultado de ontem, a votação do PLS 131 segue em regime de urgência.
Como notou Paulo Henrique Amorim, a ação pública de Dilma em defesa dos direitos da Petrobras resumiu-se a publicar uma nota no Facebook. (essa da Dilma me caiu o saco)
Abaixo, os mapas de votação: quem votou SIM pretendia suspender o regime de urgência:
(É impossível não destacar entre os 33 entreguistas dois nomes, Fernando Collor e Marta Suplicy....)


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Como é que pode? Tem quem ache normal dar algo que vale trilhões para os outros explorarem...

Hoje a bandidagem do PSDB e uma parcela do PMDB venceu por votos para que perdêssemos o pré-sal...acho que desde a época da gestão do Lula quando ele alardeou para o mundo a descoberta do pré-sal...todos ficaram ouriçados...todos, quando falo, é o mundo...todo mundo quis...e a ca-na-lha-da deu...de bandeja para americanos e europeus.

 "Batam panelas de alegria, Façam bonecos gigantes do FHC, Serra, Renan, Aécio, Cunha, façam bonecos liiindos e saiam para as ruas cantando em louvor a venda do pré-sal..."

Requião foi feliz em seu discurso, mas devia ter muitos ouvintes no plenário que já vislumbravam lucros futuros em seus bolsos...
Acabaram com a salvação da Petrobrás, mas ESSA era a idéia.

Minha desilusão com a vida do meu país parece não ter fim...tenho pena dos mais pobres, das pessoas humildes que realmente precisam de ajuda, esses genocídas políticos se chegarem ao poder vai ser o fim desse povo...eles são capazes de vender a alma, o corpo, os filhos, a mãe, para o demônio verde chamado dinheiro.

:o(

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