Meu Facebook

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A única guerra que se perde é aquela que se abandona

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Facebosta...

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Eu navego no facebook...não porque tenha um, mas porque uso o perfil de uma pessoa que me empresta sua senha.
Uso para visitar páginas de pessoas que gosto e que infelizmente só consiga lê-las no face.

A minha implicância com o facebook não é gratuita, sou bombardeada constantemente por pessoas próximas, amigos, parentes....para que eu faça um para mim...a minha resposta é sempre a mesma: Nem morta!

Para mim ele nunca funcionaria, não duraria um dia. Me conheço.

Lendo esta notícia abaixo, fiquei nauseada com o tipo de comunidade virtual que é um facebook...o problema de lugares assim é que voce tem que ter um espírito de unicórnio (onde vomita arco-íris) ou de um ogro (onde voce vomita esgoto pela boca)...e os unicórnios e ogros convivem ...simplesmente convivem e o pior é que as vezes o ogro desperta num unicórnio e vice e versa...

Eu já tinha reparado nesta ultima "bobagem-para-voce-participar" do Facebook...assim como outras tantas que já fizeram antes, só que desta vez foi diferente, realmente me revoltou, veja só...essa garota teve a audácia de dizer que as maravilhas da maternidade são bem diferentes das maravilhas que a sociedade fala.
Ela amou ser mãe, mas é uma merda ser mãe, parece uma contradição, mas é o que é.

É ridículo dizer que é bom acordar 4-5 vezes durante a noite no período de um ano, é ridiculo dizer que é otimo trocar fralda fedida, é ridículo dizer que adoraria estar dançando, mas a responsabilidade te faz ficar em casa num sábado a noite...é ridículo dizer que com o filho tudo o mais passa a valer a pena e então voce simplesmente coloca esses pensamentos em uma caixa no sotão e fecha a porta. As pessoas esquecem que além de ser mãe e filho, são dois indivíduos, dois entes separados, é possível sim voce pensar essas coisas e nem por isso amar menos um filho.

Ela falou. E foi sumariamente bloqueada pela rede-de-amigos-mais-falsa-que-o-mundo-já-criou.
Ela foi sumariamente bloqueada pela rede-mais-retrógrada-careta-homofóbica-racista-vivendo-todos-juntos-ao-mesmo-tempo-que-o-mundo-já-criou.






Tenho uma lista de blogs que visito desde 2007. Raramente faço comentários, mas não tenho a intenção de ficar amiga de uma Marina W. por exemplo, site diário na minha vida...mas é como se conhecesse e admirasse a persona.
Ela fala coisas que acho relevantes, e que tem a ver comigo...eu a procuro e leio.
No faceblargh, as coisas vão caindo na sua tela, não adianta me falar : "grande coisa é só rolar e não ler"....então para que eu iria querer isso?
Onde eu visito eu leio de ponta a ponta. Acho interessante, me diz respeito.
Com os meus amigos? Falo por email e por um telefone ou celular.
Não uso whatsapp...acho chato pra caramba...aquele toque de mensagens caindo...não dá.
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Estou fadada a solidão? Acho que não...ou sim, sei lá...a vida dirá.
Eu não tenho 1.527 amigos. Tenho uns 15 amigos.
Já entrei em suas casas para visitas, conheço a história de suas vidas, conheço detalhes realmente íntimos de alguns, e quando nos encontramos temos cumplicidades adquiridas com as convivências reais e verdadeiras.
O Facebook só é bom pro Mark Zuckerberg...é só olhar o extrato bancário dele.

Enfim, brava Juliana Reis, menina que desafiou o sistema...mandou as favas os unicórnios e seus mundos cor-de-rosa!!!!
Serás uma grande mãe.


:o)


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